Avenida Paulista: um coração entre a cruz e a espada

Palco de um protesto a cada 4 dias desde primeiro de Janeiro de 2013, a Avenida Paulista, conhecida por todos os paulistanos como “o coração de São Paulo”, passa por dias cada vez mais difíceis.

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Principal centro financeiro do Brasil e sede de grandes complexos de comunicação, tudo que acontece na Paulista ganha exposição ampliada pela mídia. E todos sabem disso, o que faz com que o espaço seja o preferido para manifestações. Mas a avenida é também um local de trabalho para milhares de pessoas, rota para muitos outros trabalhadores, além de berço cultural, espaço de eventos e ponto preferido de encontros casuais ou happy hours.

Eis onde mora o perigo: trabalhadores, crianças, jovens, moradores de rua, personalidades da mídia, assaltantes… Todos convivem neste espaço organizadamente conturbado. E quando uma manifestação explode, perdem-se as regras de convivência: vira um salve-se quem puder.

Ontem, durante o terceiro dia consecutivo de protestos por causa do aumento na passagem dos ônibus municipais, duas pessoas foram atropeladas por carros que fugiam das balas de borracha, atiradas contra manifestantes que se dividiam entre o medo, o desespero e a raiva.

Há quem diga que tal violência tem seu lado positivo: a imposição do poder de um povo descontrolado sobre um governo medroso, ainda regrado pelo populismo e camuflador de problemas sociais sérios e iminentes. Também serve para mostrar o despreparo da polícia perante multidões descontroladas.

Eu, particularmente, não acho que a violência justifique absolutamente nada, sob qualquer circunstância. São mentes como estas que justificam a guerra como solução. Um protesto bem feito não tem final infeliz. 

Não é culpa do PT. Nem do DEM. Nem do PSDB. É culpa do imediatismo do povo.

Sim, i-me-di-a-tis-mo: vota no candidato que parece bom, sem se importar com seu histórico ou objetivos. Sai do sofá para protestar sobre o aumento dos onibus, sem analisar o ato e seu discurso. Vê uma multidão em fúria, pega o carro e passa por cima de quem estiver na frente.

Eventos como este apenas atrasam a sociedade – são meras demonstrações inúteis de força, baseadas no vandalismo e no desrespeito com o restante da população e dos bens públicos.

Não acho que o povo deve ser inerte e mudo.
Mas não acredito que ser revolucionário e berrante seja a solução.

#ViolênciaNãoMeRepresenta

As Páginas Mais Legais do Facebook – Parte 2

Veja a parte 1 CLICANDO AQUI

Faz tempo que o Facebook virou uma sopa de religião, política e humor. Anda quase impossível encontrar alguma coisa nova, diferente e bacana na rede.

Assim nasceu esta série de posts, que traz para você páginas lindas e cheias de conteúdos bacanas para acabar de vez com a chatisse do seu Facebook.

Ah, e não esqueça de votar na sua preferida no final do post!

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Acesse: facebook.com/queroverlatir

Centenas de cachorros fofos. Só por isso a página já merecia uma curtida. Mas a página vai além: as fotos dos animais, muitas vezes em situações inusitadas, são acompanhadas de frases que poderiam mesmo ser deles.

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Acesse: facebook.com/AndandoPorSp

Andando por SP é um vlog que mostra a cidade de São Paulo e suas peculiaridades. Nesta página você pode acompanhar as novidades da cidade pela visão de quem vive nela. Mais que um roteiro cultural: uma aula de história contada pelas esquinas da maior cidade do Brasil.

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Acesse: facebook.com/Marvel

Qualquer fã de quadrinhos e filmes de superheróis PRECISA curtir a página da Marvel. A detentora das melhores franquias de filmes do gênero, além de trazer conteúdos exclusivos dos quadrinhos para o Facebook, também investe bastante em jogos online e transmissões ao vivo de eventos.

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Acesse: facebook.com/objetosinanimadoscartoon

Imagine só: duas nuvens combinando de choverem no feriado, porque elas estão sem nada pra fazer… Essa é a idéia que melhor explica a página, que dá vida a objetos e coisas comuns e as transforma em desenhos animados e fanfarrões.

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Acesse: facebook.com/PoderiaSerMas

“Em toda e qualquer situação, eu quero tudo pra cima, pra cima, pra cima”. Podia ser um trecho de uma música do Naldo, mas é Legião Urbana. A página brinca com isso: a nossa primeira impressão quando vemos trechos de músicas, retirados de suas melodias.

As 5 coisas que você SEMPRE quis fazer mas…

… você nunca teve coragem,
ou  imaginou que seria possível!

  1. Passar por cima de um carro parado em cima da faixa de pedestres


  2. Escorregar por mais de 92 metros na grama
  3. Dar um golpe tipo Street Fighter num cara que faz bullying com você
  4. Calar a boca de uma pessoa muito chata em apenas um movimento
  5. Levantar na hora do “fale agora ou cale-se para sempre” e falar umas boas verdades num casamento

    EXTRA
    Essa aqui você nem sabia que queria fazer, mas vai querer:

  6. Lutar usando pombas

Meu Novo Amigo Peludo – Parte 2

Se você perdeu a primeira parte, é só CLICAR AQUI.

A minha história sobre a busca de um novo companheiro começou bem: pouco depois do meu primeiro post aqui no blog recebi uma enxurrada de e-mails, whatsapps e mensagens no Facebook me indicando ONGs e animais abandonados que ainda estavam sem dono.

Neste momento foi crucial ter muito autocontrole e botar prós e contras de cada um à frente de sua fofura. Nesta busca pela razão, é sempre bom ressaltar alguns pontos:

- SAÚDE: o seu novo amigo deve ter algumas vacinas e ser castrado. Verifique também a existência de alergias ou machucadinhos: pode ser desde um problema bacteriano até mesmo pulgas. Se você resolver pegar um animalzinho na rua por conta própria, prepare-se: as vacinas variam de R$100 a R$150, a castração pode chegar a R$200, tratamento de pulgas fica em torno de R$50/mês, e o tratamento de alguma infecção pode sair bem caro.

- IDONEIDADE: é caro cuidar de um animalzinho. Agora imagine uma ONG cheia deles! Sim, eles vão apelar para o seu emocional para tentar “empurrar” um bichinho para você. Analise bem suas opções, e deixe o animal escolher você – aproxime-se das gaiolas, muitas vezes é amor à primeira vista para ambos.

- PERSONALIDADE: nessa hora busque pelo histórico do animal para traçar seus mais marcantes traços de personalidade, e veja se é compatível com o que você busca. Cachorros com traumas muito grandes, por exemplo, precisam de uma atenção maior que outros, além de não serem tão brincalhões.

Eu aprendi essas lições da pior forma possível: apresento-lhes a NINA!

Nina

Essa cachorrinha chegou como um turbilhão. Eu meio que sem pensar e apaixonado pela ideia de ter um cachorrinho caí de cabeça nela. Segundo a ONG da qual adotei, ela era “muito carinhosa, mas um pouco medrosinha“. Eu teria que “dar bastante carinho para ela se acostumar, mas isso é rápido.”

Não galera, não foi nada disso. A Nina infelizmente sofria de algum trauma muito forte. Ela não ficava no mesmo cômodo que eu, a não ser que eu a pegasse no colo – o que a deixava catatonicamente estática (provavelmente por medo).

Um vez, apavorada com fogos por causa de um jogo de futebol, fui atrás dela para pegá-la no colo e fazer com que se acalmasse. Só que ao invés de acalmar, a cachorrinha perdeu até o controle de suas funções básicas, fazendo cocô e xixi – sim, ao mesmo tempo – quando finalmente consegui segurá-la.

Por conta deste episódio entrei em contato com a ONG para agendar o “retorno” da Nina. Não porque fui um “pai” ruim, mas porque aquilo fazia mal tanto para ela quanto para mim. Ao devolvê-la, já havia conseguido traçar o perfil de dono ideal para ela: precisava ser uma casa com alguém 24h presente e preferencialmente com algum outro cachorro.

E ao falar isso à ONG, recebi uma resposta inesperadamente positiva. Eles assumiram que não haviam traçado o perfil corretamente pois a cachorrinha havia chegado recentemente, agradeceram o meu “feedback” e me deram a melhor das notícias: a Nina já tem um novo lar. Ela será adotada por uma senhora, já idosa, dona de uma casa bem grande e mais um cachorrinho.

“Quando é pra ser, é pra ser”. E nesse caso, não poderia ser melhor.

Ódio ou Amor?

Existe um mundo onde algumas pessoas possuem olhos, mas são surdas. Neste mesmo mundo, só que do lado oposto, vivem pessoas que possuem orelhas, mas são cegas. A única coisa  que estes dois grupos possuem em comum é que ambos sabem falar – eles com certeza falam muito.

Um dia, descobre-se um insulto à família e aos bons costumes: duas pessoas opostas vivendo um romance. Deste momento em diante ambos são afastados de seus entes queridos e vão viver como as sociedades os consideram: renegados.

Porém, um fanático um dia resolve colocar as coisas em seus devidos lugares. Ele vai, na calada da noite, até o esconderijo do casal, e atira uma flecha contra um dos transgressores, que cai no chão. Seu amado corre atrás do fanático e os dois brigam. Ambos acabam se machucando muito: um com um ferimento na cabeça, o outro com uma fratura na mandíbula.

"Dad's First Kiss", da artista Cathy Jourdan

“Dad’s First Kiss”, da artista Cathy Jourdan

O casal renegado, durante estes anos, havia vivido momentos de paz e plenitude. Seu amor resultou numa pequena menina, que agora tinha 3 anos de idade. Alguns achavam que um filho entre um surdo e um cego seria uma aberração, um monstro que não poderia nem enxergar, nem ouvir. Mas a menininha, quem diria, havia herdado o melhor de seus pais: podia enxergar, ouvir e falar – ainda que não tenha aprendido muito ainda.

E nem aprenderia. O agressor, por causa do grande trauma em sua cabeça, morre ao tentar voltar ao seu lar. Já o casal, enquanto um morre aos poucos vítima do ferimento da flecha, o outro asfixia devido ao grade trauma em sua mandíbula.  A menina, de apenas 3 anos e incapaz de se manter sozinha, junta-se aos pais já desfalecidos e morre, após alguns dias, de fome.

Algumas pessoas contam esta história como um exemplo de medo e ódio, quando na verdade o ponto de vista é o que define seu final.

A Mulher mais Linda do Mundo

Beleza é uma coisa que vem de dentro, que faz o fundo dos olhos ter um brilho especial, que faz os cabelos se mexerem de um jeito mágico ao vento, que faz um sorriso ganhar luz e iluminar o mundo inteiro.

Mas a mulher mais linda do mundo tem um grande problema: ela é capaz de criar um amor tão grande dentro de si que esse amor acaba se materializando em outra pessoa. Um pedaço dela, talvez o mais importante. Este pedaço, então, ganha vida.

Eu tive a sorte de nascer pedaço de uma mulher batalhadora e inteligente, capaz de um amor infinito. Uma mulher que chora de felicidade, de tristeza e de saudade, capaz de se materializar e fazer um cafuné na minha cabeça com suas palavras ao telefone, dona do abraço e do beijo mais gostosos do mundo.

Uma mulher linda, por dentro e por fora.

Feliz Dia das Mães, sua linda!

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O dia que deletei os meus ‘amigos’ do Facebook

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Uma seleta lista de 1.127 contatos, em apenas 2 horas, se transformou em 288 grandes amigos. Eu nunca gostei de adicionar pessoas que eu não conhecia ao vivo, este nem era o meu problema. Eu realmente conheci, durante estes últimos anos, este tanto de gente. Gente bacana, gente nem tanto, gente que fazia sentido por causa do trabalho, gente que eu nem gostava tanto – mas tava ali pra evitar #mimimi. Gente demais.

Muitas vezes compartilhei ali não apenas coisas do meu interesse, mas coisas do meu dia a dia, coisas muito pessoais.
Então fui lá e deletei pessoas. Sem dó.

- Daí você pensa: “ahhhhh, faz umas listas…”

Sério? Segmentação por Listas?

Não, não é o caso de ter listas. Eu não quero ter que segmentar toda e qualquer publicação minha para o tipo de público específico. Faço isso nas minhas páginas, profissionalmente, porque existe uma razão institucional. Mas eu não sou uma página, eu sou pessoa. As listas me facilitam sim, e muito! Quando quero ler sobre minha família clico lá na lista “Familia”, que como tudo que eu faço é extremamente organizada, e vejo o que está acontecendo com todos Salles.

- Daí você pensa: “ahhhhh, mas e os contatos profissionais…?”

Sério? Profissional no Facebook?

Os contatos que eu preciso – e os que se prezam – estão no LinkedIn. Sou bastante ativo na rede: sou dono de grupos, faço parte de fóruns de discussão, busco networking. Profissionalismo digno de um Social Media, e no lugar certo.

- Daí você pensa: “ahhhhh, mas o pessoal vai ficar chateado, né..?”

Sério? Ficar chateado?

Admitam: de que adianta manter uma pessoa como amiga e “cancelar a assinatura” do que ela posta? Ter um número de amigos para se gabar? E outra: tem aquele colega de escola que nem na época da escola vocês se falavam, tem aquela menina da faculdade que era irritante e que você nem sabe que tá no seu facebook (pq tem tanta gente que a publicação dela nem aparece faz tempo), tem aquele menino que você conheceu no buteco, trocou 3 palavras e o endereço do Facebook, e depois nunca mais.

- Daí você pensa: “ahhhhh, você é muito chato!”

Sério? Sou chato?

As publicações de pessoas que eu tenho um carinho enorme, pessoas importantes na minha vida, amigos de longa data que moram longe, pessoas que postam conteúdos muito bacanas nas redes sociais, estes caras todos continuam aparecendo lá na minha Timeline. Digo mais: estão aparecendo SEMPRE agora. E não tem nada mais prazeroso do que ver aquela atualização de status de quem você gosta. Mesmo que seja uma piadinha.

Agora toda vez que alguém que eu amo me perguntar se eu vi determinada atualização dela no Facebook eu vou poder dizer que SIM. Em apenas 3 dias, pude retomar contato com grandes amigos que eu não conseguia dar atenção por causa do volume de lixo que se colocava entre nós. Marquei cinema pra sexta, recebi convite para ver um projeto no sábado, marquei uma volta de bike domingo.

Se isso é ser “chato”, podem me enterrar dentro de um envelope.
Porque eu quero morrer chato como uma folha de papel.

As Melhores Tirinhas do Mês – Abril/2013

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E pra fechar, uma menção especial ao #beijaço das tirinhas da Folha, publicada dia 25/04/2013, uma iniciativa do cartunista Laerte em resposta a atitudes nada inclusivas do Deputado e Presidente da Comissão de Direitos Humanos do Brasil, Marco Feliciano:

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Frases para Ler, Curtir e Compartilhar

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Descubra a música ideal para você ouvir, seja lá qual for o sentimento!

Sabe aquele dia que você acorda, olha pela janela e está chovendo, meio friozinho, mas você precisa ir trabalhar? Esse sentimento não tem nome, é uma mescla de sono, tristeza e até preguiça. E aí, que música ouvir nessas horas?

Se você está cansado de ouvir suas próprias músicas, mas não quer perder a “personalidade” das listas de reprodução que você está acostumado, o 8tracks pode ser uma boa saída. Nele você pode buscar uma lista criada por um usuário da rede por “HUMOR”, “GÊNERO” ou “ARTISTA”.

POR EXEMPLO: estes dias, para conseguir me concentrar no trabalho, fiz um filtro utilizando a segmentação “RELAX”, “WORK” e “INDIE”. A lista sugerida foi esta aqui – uma delícia!

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Já num outro momento mais deprê, logo após um término de relacionamento, busquei por “RAIN”, “THINKING” e “UNDERSTAND”. O resultado foi essa maravilhosa lista de músicas que trouxe artistas como Sia, Bon Iver e meu novo vício, o Daughter.

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Depois de cair de amores pelo site – e pelo App! – resolvi criar minhas próprias listas. Nelas eu exploro sentimentos e tento criar narrativas com as músicas:

8tracks_dontneedYOU DON’T NEED HIM: uma lista que explora o sentimento de perder alguém e dar a volta por cima, se valorizar. É uma lista de músicas de término sim, mas de forma alguma é deprê. (Tags: Pop, Relationships Ex Boyfriend)

8tracks_dogKILLER DOG LOVE: não é uma lista romântica, mas sim uma lista que explora o amor mais puro, aquele que você tem pelos seus pais, seus melhores amigos e até mesmo seus animais de estimação. (Tags: Love, Fun, Memories) – crédito da foto para o Kelson Santos

Aliás: já comentei que tudo isso é GRATUITO?
Inclusive o streaming pelo app de celular?
Vale a pena conferir ;)